As redes sociais transformaram nossa forma de conectar, mas também geram debates intensos sobre impactos na saúde mental. Recentemente, a Meta virou centro de atenção em dois julgamentos nos Estados Unidos, onde a empresa nega veementemente que plataformas como Instagram e Facebook causem vício clínico. Com testemunhos de executivos e especialistas, o caso levanta questões importantes sobre responsabilidade das big techs.
O Contexto dos Processos Judiciais
Os julgamentos ocorrem simultaneamente em diferentes estados. No Novo México, a procuradoria-geral acusa a Meta de facilitar exploração infantil e prejudicar a saúde mental de jovens através de funcionalidades projetadas para maximizar o tempo de uso.
Já em Los Angeles, uma ação individual na Califórnia alega danos à saúde mental causados por designs viciantes não só da Meta, mas também de concorrentes. Esses processos, iniciados na semana de 13 de fevereiro de 2026, devem se estender por semanas e envolvem mais de quatro dezenas de procuradores-gerais estaduais, segundo reportagens.
Ex-funcionários como Arturo Bejar e Brian Boland, que denunciaram práticas internas, reforçam as críticas à priorização de lucros sobre segurança.
Os Argumentos da Defesa da Meta
A empresa posiciona-se firme: as redes sociais não causam vício clínico. Adam Mosseri, chefe do Instagram, testemunhou que o uso excessivo assemelha-se mais a maratonar séries na Netflix do que a uma dependência patológica.
O advogado Kevin Huff reforçou que o “vício em redes sociais” não existe como conceito médico reconhecido, pois não aparece no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), da Associação Americana de Psiquiatria. Para a Meta, tratar o uso como dependência química seria equivocado.
Contra-argumentos e Evidências Científicas
Especialistas rebateram essas alegações. A Associação Americana de Psiquiatria esclarece que a ausência no DSM não nega a existência de problemas reais, e oferece recursos sobre uso excessivo de redes.
Pesquisadores como Tania Moretta, em psicofisiologia clínica, apontam evidências de alterações no sono, sofrimento psicológico e queda no rendimento escolar ou profissional. Designs intencionais podem agravar vulnerabilidades, especialmente em jovens.
Impactos e o Que Esperar
Esses casos destacam o equilíbrio entre inovação tecnológica e bem-estar dos usuários. Com Mark Zuckerberg esperado para depor em breve e outro julgamento marcado para junho envolvendo distritos escolares, as decisões podem influenciar regulamentações globais.
A propósito, se você curte análises de grandes empresas de tecnologia, confira posts recentes como Android 17: Google Revela Novo Logotipo Moderno Após Adiar a Beta 1 e Microsoft Reforça Integração Xbox e PC na Próxima Geração.
Para mais novidades de tech, jogos e entretenimento em tempo real, siga a conta no X: @pixelnrd.
O debate sobre redes sociais e saúde mental ganha força com esses processos. Independentemente do resultado, eles forçam a indústria a refletir sobre práticas de design e responsabilidade.
Fontes:
- TuGaTech (fevereiro/2026): Meta em tribunal: empresa nega que as redes sociais causem vício clínico

Posts relacionados
PlayStation 6 Pode Ser Adiado para 2028 ou 2029: Entenda os motivos
Rússia Bloqueia WhatsApp e Telegram: Governo Força Migração para o App Estatal MAX
Novo Jogo AAA de John Wick Anunciado: Keanu Reeves Empresta Voz e Imagem à Ação Brutal
Em alta